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terça-feira, 29 de maio de 2012

O Lobo e a Lua

 Por vezes fico a pensar como seria se nossos caminhos não se tivessem cruzado.
 Será que estaria agora aqui a escrever este texto, ou será que estaria com um outro alguém???
 Essa resposta apenas a Deus pertence, ou seja quem for que me fez ficar neste estado.
 Sinto-me como o lobo que viu a Lua Cheia pela primeira vez, na ponta daquele rochedo, junto ao lago, que repara na sua beleza, mas no entanto não liga.
 No dia seguinte apercebe-se que lhe falta algo, sente um vazio, e após ter repetido todos os passos do dia anterior apercebe-se que a única coisa que falta é a presença da Lua Cheia.
 Questiona-se para onde terá ido, para quem se estará a mostrar, espalhando o seu reflexo sobre um outro lago, sobre um outro alguém, alguém que não ele, este lobo cujo único erro foi não se aperceber na altura quem estava perante si.
 O lobo perante o lago compromete-se a ir todas as noites àquele mesmo local, á  mesma hora, na esperança de aí a poder encontrar, e quem sabe desta vez lhe poder tocar.
 Todas as noites o lobo ali regressava, e sempre com esperanças renovadas, e de todas as vezes dali saía cabisbaixo, com uma lágrima no canto do olho.
 Algumas foram as vezes que o lobo ali encontrou outras Luas, que após lhes ter falado na Lua Cheia, estas sempre sorriam, sem nada dizer.
 O lobo não desistiu, e muitas foram as vezes em que pediu para que Deus lhe desse forças para saber esperar pela Lua Cheia.
 E eis que passados 29 dias do 1º encontro, ao chegar ao lago o lobo depara-se com a sua amada, tão bela quanto ele se lembrava, talvez mais até, mas ali ficou a contemplá-la e cantando-lhe toda a noite.
 Quando a Lua Cheia desapareceu, o lobo voltou a jurar perante o lago, que ali voltaria todas as noites, e mesmo sabendo que ela ali não estaria, só o celebrar da sua presença torna o espaço mágico, e assim único,por mais Luas que ali apareçam, o lobo faz saber ao lago, cujo reflexo conseguiu uni-los que para sempre lhe estará grato.
 E é assim que me sinto, um lobo que todos os dias regressa ao lago, na esperança de te poder encontrar.

1 comentários:

Anónimo disse...

Amo os Lobos e os Golfinhos pela sua noção e aplicação da palavra união=familia.Só duas palavras que o dito ser "Humano" nem sabe o que é, esqueceu, tanto matrialismo, tanto stress,tanta distração que que o amor por algo ou alguêm desaparecepor entre uma multidão de sms. Amo o carinho,a proteção a lealdade a amizade a defesa do grupo/familia que estas duas espécies uma considerada Humana = Os Golfinhos, já quase que conseguem falar com eles. Deus como os amo,odeio quem lhes faz mal, desprezo-os profundamente,defendo imensas causas em que o LOBO E O GOLFINHO são os protagonistas, mas o "Homem", não luto por ele nem penso nele,o Homem destruidor, esse não vem a beira do lago a espera de ver um Lobo ou eu um Golfinho e surgir "aquele" que nunca encontrei.beijinhos Flor*>

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