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segunda-feira, 30 de setembro de 2013

"Tomou conta de mim"

Não sei por que razão ainda tudo parece tão claro na minha cabeça.
 Não sei será uma mera ilusão, ou uma simples troca de sentimentos que se entregam e se enroscam uns nos outros.
 Não faço por forçar, simplesmente acontece. Já tentei lutar contra tudo isto, mas assumo que em vão.
 Já tentei que para além de ti, tudo o mais fizesse sentido, não porque o procurasse, mas simplesmente porque aconteceu e encarei.
 Por vezes a imaginação torna-se tão fértil, que apenas após para ti escrever, me apercebo do que realmente fiz. Toma conta de mim.
 Já sabemos que tem sido difícil, e que por mais que me digam o contrário, e embora também veja nisso algum racionalismo, também me vejo obrigado a rejeitar tal hipótese, lutar contra o senso comum que nos obriga a desistir ao primeiro tombo e virar caras à luta. Não o farei.
 Não serei aquele que por ter tropeçado no percurso te irá voltar costas, mas serei aquele que após esse mesmo tropeço, se levantou, olhou-te nos olhos e sem pestanejar te disse que jamais iria desistir.
 Sou hoje um porta-estandartes que a cada passo que dá, te mostra sem qualquer pudor, que és tu a sua bandeira, que és tu aquela por quem nenhum passo deixará de ser dado, mesmo que de rastos, mesmo que para o fim do Mundo.
 Não serei eu a fraquejar, não será por um qualquer esforço alheio que tal irá suceder.
 Faço de tua bandeira a minha, da nossa o Mundo.
domingo, 8 de setembro de 2013

"Num outro Avante"

Para mim já se acabou o Avante.
Enquanto muitos ainda aguardam pela "Carvalhesa", eu já não o farei.
A alguns quilómetros de distância, e com a ajuda do vento,  ainda me é possível acompanhar algumas das parte desta festa que arrasta multidões.
Se este Avante poderia ter sido diferente? Sim, podia. Mas desta vez as probabilidades fizeram o seu trabalho, impedindo que te pudesse encontrar.
Não que fizesse por procurar, mas em cada boina tentei encontrar teus cabelos encaracolados, que com seu tom castanho, se tentariam libertar uns dos outros, e da própria boina.
Procurei em cada cabeça encontrar teu rosto, que com sua pele pálida ao sol, daria um pouco mais de beleza à festa.
Procurei em cada rosto bonito o brilho dos teus olhos.
Procurei escutar tua voz por entre as vozes revoltosas, que mesmo entre as milhares de vozes ali presentes seria automaticamente detectada.
Procurei encontrar teu punho cerrado, que mostra que não deixarás de lutar.
Procurei que também tu a mim também me encontrasses, mas não deu. Não foi o suficiente.
Desta vez foram as probabilidades que fizeram com que não nos cruzassemos.
Tal como noutras vezes, essas mesmas probabilibades nos aproximaram, desta vez optaram pelo oposto, afastando-nos.
Nem sempre é possível, mas quem sabe se num próximo Avante possamos outra vez estar juntos.
A vida é um aquário de encontros e desencontros, em que de um momento para o outro o possível e o impossível se convertem um no outro...
Quem sabe num outro Avante!

sábado, 7 de setembro de 2013

"Ideais"

Sempre as mesmas histórias de que temos de seguir o exemplo que nos é dado, mas muitas das vezes é esse mesmo exemplo que temos de ignorar e fazer o oposto.
Faz-me rir quando me vêm com toda a moral do Mundo,  mas na  verdade, e mesmo sabendo que eu o sei, são essas mesmas pessoas que não têm a menor moral para falar.
Sigo os meus ideiais, faço deles a minha bandeira e abano-a onde e quando for preciso, pois por ela hei-de sempre dar a cara, não me vendendo a um qualquer ideal criado por alguém.
Tal como eu sou livre de poder rejeitar o que me aconselham, também cada pessoa poderá opinar sobre o que aqui escrevo, mas sem deturpar o contexto.
A minha forma de pensar é muito simples, quanto mais se complicar, pior. Isso é certo,  e sei-o bem.
Para mim, quem ama não tem que justificar o porquê de amar.
  Quem ama vai atrás, não importando os tombos quer der, também ninguém disse ser fácil.
Quem ama não trai, mantém-se fiel à pessoa amada, e principalmente a si próprio.
Quem ama aceita as diferenças da pessoa amada, mesmo que essas mesmas diferenças não nos aceitem.
Quem ama sabe esperar, tudo tem o seu momento para acontecer, e de alguma forma as coisas acabarão por se dar, se for o caso.
Quem ama sabe falar, não apenas falar, mas também saber ouvir.
Quem ama fica "estúpido", e não importando onde ou quando, não quer saber do que possam pensar.
Quem ama pensa na pessoa amada a qualquer hora, mesmo quando o mesmo não é suposto, mesmo quando não é lógico.
Enfim, quem ama fica sem dormir, ou quando dorme, fá-lo com a outra pessoa no pensamento. A outra pessoa faz mais parte da vida que o próprio oxigénio.
E assim és tu para mim, um misto de situações inexplicáveis, que a mim mesmo me baralham e ao mesmo tempo me fazem sentir imbatível.

sexta-feira, 6 de setembro de 2013

"Vontades"

Todos nós ao longo dos tempos nos temos tornado um tanto ou quanto perferccionistas, e quando o fazemos, já o fazemos de forma instintiva, adaptando portanto, esse mesmo perfeccionismo a outros factores que não apenas a nós próprios.
Eu posso dizer que ora sou perfeccionista, ora sou simples, optando pelo caminho mais rápido.
Nem sempre os nossos parâmetros estão em conformidade com tudo o resto, e muitas das vezes temos a tendência para adaptar as situações de outros com as nossas,  e vice-versa. 
Não há pessoas iguais, nem formas de pensar iguais, e como tal, logo aí haverá uma constante mudança no capítulo.
Cada caso é um caso, e claro que tendo uma opinião, compete apenas aos interessados o acatar ou não a mesma, não há que impor vontades, mas aconselhar e esperar que se corra como esperado.
Muitas pessoas têm falado de mim, de ti, de nós. Mas será que o fazem porque ouviram falar? Será que se fosse com eles agiriam da mesma forma? Não o sabemos.
Não sei onde isto nos poderá levar, mas tal como eu respeito a opinião de cada um, tentem pelo menos aceitar que todos nós somos livres de seguir por um ou por outro caminho, e mais tarde se as coisas não correrem como se previu, cá estaremos para suportar as consequências.
Viver é escolher e arriscar, amar e morrer...

quinta-feira, 5 de setembro de 2013

"À minha maneira"

Muito aqui tenho escrito ao longo do tempo, e grande parte a ti se deve. Tens uma grande quota parte em muitos dos pensamentos que aqui exponho, sendo que muitos destes, mesmo que de forma dissimulada, sem que te identifique, acabam sempre por apontar em tua direcção.
Tanta palavras já aqui deixadas em teu nome, que mesmo sem o soletrar, pelo menos a me conhece, acabam por descortinar quem és, mesmo sem aquela imagem ou aquele nome.
Costumo dizer que não há pessoas iguais, parecidas talvez,  mas não iguais.
Cada um tem o seu estilo, e eu não fujo à regra. Já me disseram que sou um romântico à moda antiga, mas com idéias futuristas.
Não é bem assim. Sinto é que se existe sentimento,  há que lutar por este até que não restem mais forças, e mesmo que nas reservas, há que acreditar sempre até ao último momento.
Dizem-me que levo as pessoas quase a amar-te da mesma forma que eu o sinto, tendo também elas seguido cada passo que dou, na esperança de também elas te poderem acompanhar.
Diz-se que há uma linha muito ténue que separa o ódio do amor, da minha parte não sei como, mas não há hipótese desta ser cruzada, sendo que também não sei em que patamar me deixaste.
Não tenho intenção de te expor ao Mundo, nem que te apontem o dedo na rua. Apenas de te poder amar e levar-te a ser invejada,  não pelo que possas ter, mas pelo que mostras ser e pelo que ostentas.
Há os que tentam mostrar que já conseguiram conquistar meio Mundo, mas que no entanto apenas conseguiram ser eles meros figurantes na vida de alguém.
Eu por meu turno tento mostrar que quero ser mais que um mero figurante. Quero ser a outra personagem principal, à volta de quem também a história se desenrolará, não pretendo conquistar meio mundo, apenas a ti, meu único Mundo.
Para quê cobiçar todas as estrelas,  quando posso ter o Sol?

quarta-feira, 4 de setembro de 2013

"Cruel mentira"

Posso dizer que estava a ter uma noite perfeita, no que ao sono diz respeito. Sem dificuldades para adormecer, com uma temperatura agradável foi apenas deixar-me ficar.
Entretanto, algo alterou toda essa serenidade, uma espécie de sonho, ou até mesmo pesadelo, que não mais me deixou descansado, que não mais me deixou dormir, deixando-me nesta inquietação.
O aperto que senti durante esse episódio ainda se mantém e por certo esta será uma situação que não desejo a ninguém.
Ali apareceste e de pronto perguntaste-me se já sabia. Não me quis fazer de desentendido, e disse que sim, informaste então que irias mudar de estado, que passarias a usar um outro nome, que em tua mão passaria a estar o símbolo de união e de posse. Irias casar.
Senti-me a encolher, no meio daquele grupo sinto-me cada vez mais pequeno quase que a desaparecer, não o sabia, e isso ficou patente na minha reacção, as pessoas notaram-no, e como se eu ali não estivesse dizem que eu não ainda não sabia, aí sim, senti uma vontade imensa de desaparecer, pois agora todos olhavam para mim, mesmo tu.
Sei que não passou de um sonho, ou pelo menos uma espécie de sonho, mas que no entanto não deixou de mostrar o quão difícil que será tal situação, e certamente que não quererei passar por ela, nem o desejo a ninguém.
Agora mesmo, quase duas horas após este pequeno "flash", são 7h e não consigo deixar de pensar no mesmo, não consigo deixar de pensar no aperto que senti e que ainda sinto, mesmo que apenas por uma possibilidade, mesmo que por um qualquer desígnio que o destino me possa impor, esta é uma situação que por mais que tente não me sairá da cabeça. Não o desejo ao pior dos inimigos.

terça-feira, 3 de setembro de 2013

"Coma induzido"

Sou aquele cujo corpo se encontra deitado sobre um manto branco, sobre uma cama toda ela rodeada de máquinas que me mantém vivo.
Sou aquele cujo corpo se vai manifestando através de uma máquina, mostrando os picos em cima e em baixo.
Sou aquele que todos os demais se perguntam do porquê de me encontrar neste estado.
Sou aquele que embora com o corpo desmaiado, basta que teu aroma paire no ar, para que as máquinas se manifestarem. Aquele que ao ouvir tua voz, e na impotência de ter poder responder, uma pequena lágrima liberta.
Sou aquele que num qualquer transe que é o estado em que me encontro, faz com que nada mais no Mundo exista.
Neste estado de coma em que me encontro, sei que todo o meu corpo deixa de me responder, apenas restando um coração que bate por ti, e que até ao fim o fará, e sempre na esperança que no dia em que responderes à sua chamada, todo o corpo irá responder, acordando dum coma que por ti adormeceu para tudo o resto.
Por ti um coma induzi, para apenas por ti meu coração bater.
Acordando, apenas teu olhar espero encontrar, para a partir daí apenas por ti a Terra poder girar...

segunda-feira, 2 de setembro de 2013

"Divagando"

Sinceramente, nunca pensei que algum dia poderia estar assim por alguém. Nunca pensei que fosse sequer possível, era surreal.
Não o procurei, é certo. Mas a partir do momento em que se deu o "click", fiz de honrar este sentimento uma missão de vida. Lutar por algo em que acredito, lutar por quem acredito.
Há momentos altos e baixos, uns provocados, outros nem por isso. Mas faz parte. Compete-me a mim saber contornar as dificuldades, ajudando-me a valorizar este sentimento e quanto que este custou a alcançar.
Tem sido difícil, confesso. Mas por outro lado devo também assumir o gozo que me tem dado o poder estar a lutar em nome de algo. Algo muito superior a mim, que muitos não compreenderão, criticando ou dando opiniões que não terão nada que ver com a história, apenas estando inseridos.
Sei que fechando os olhos conseguirei ver o que mais ninguém consegue,  desde o teu sorriso, ao brilho dos teus olhos, com o olhar percorro cada ondular de teus cabelos e de teu suspiro faço o entoar das sereias que enfeitiçava os marinheiros.
Muito mais que um sentimento que não se compreende, mas antes um sentimento para ser vivido...
Muitos dizem que ando por aí a divagar, andando preso sem destino. Digo antes que ando a caminhar e ao mesmo tempo procurando a porta que te alcançará, não importando onde ou quando,  desde que aconteça. Se fosse fácil certamente que não teria o mesmo sabor.
Gosto de poder olhar para trás e saber que sempre fiz tudo ao meu alcance, e se assim foi, nada poderei apontar...

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