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Pôr do Sol
Estou em meu carro. Estou a sair do parque de estacionamento. No carro, mais 3 pessoas, tu e mais colegas. A meu lado, aquele que seria o primeiro a ser largado.
Assim que arrancámos, começas a provocar-me com o olhar, através do retrovisor. De tanto olhar para o espelho, quase que provoco um acidente. Volto a concentrar-me.
Passados cerca de 5 minutos, sai o primeiro "passageiro", após uma cumplice troca de olhares através do espelho, passas tu para o lugar da frente.
Sentas-te a meu lado.
Espero que coloques o cinto, e avançamos. Ao chegar ao cruzamento, colocas a tua mão sobre a minha. Entrelaçamo-las. Buzinam atrás de nós.
Olho pelo espelho e reparo que a nossa colega se encontra desconfortável.
Uma vez em casa dela, pergunto-te onde queres ficar.
"Decide tu" foi a tua resposta.
Começo então a conduzir sem destino. Sem qualquer plano de viagem, apenas eu, tu e a estrada.
Começamos a percorrer a zona costeira, sempre com as mãos entrelaçadas, trocando olhares a cada oportunidade.
As mãos suam-me, e sinto que está iminente o momento pelo qual tanto tenho aguardado. Largo tua mão e com as costas de minha mão percorro teu rosto, sinto-te também nervosa, tal como eu.
Deixas-te cair e encostas tua cabeça sobre meu ombro, estico o braço e envolvo tuas costas, e assim seguimos até chegarmos, até parar o carro.
Estacionei em frente a uma praia.
Saímos do carro e dirigimo-nos para a duna deserta, lado a lado, de mãos dadas. Sentamo-nos.
Começamos a observar o pôr do sol, que imagem espectacular.
Quando o último raio solar está prestes a desaparecer, aproximamo-nos ainda mais, e mais, até que o espaço entre nossos lábios deixa de existir, consumando-se nesse momento o beijo. O momento pelo qual aguardava.
Parecia durar uma eterninade, e ao mesmo tempo pareceu passar muito rápido. E ali permanecemos sentados e abraçados envoltos numa manta, como um só. Passámos a ter como testemunha desse momento uma lua sorridente que nos deu com sua luz a benção dos deuses.
Verdade alternativa
Às vezes sinto-me como que a viver um filme. Às vezes sinto que de certa forma apenas estou a seguir um guião escrito por alguém, que mesmo não me conhecendo de lado nenhum acaba por traçar os caminhos que irei percorrer.
Certos momentos penso que já os vivi, ou pelo menos que os li num manuscrito qualquer.
É como as pessoas fazerem perguntas para as quais já sabem a resposta.
No outro dia perguntaram-me se ainda te amava. Não o respondi.
Perguntaram-me se ainda tinha dúvidas. Não respondi.
Perguntaram-me até quando te ia amar. "Para sempre", foi a minha resposta.
Tentei tudo e mais alguma coisa, sempre com esperança renovada, e a cada queda, bem, esperar que no próximo corresse melhor.
Procuram mostrar-me outros caminhos, que por mais pintados ou belos que sejam, não me mostram o teu sorriso, o teu olhar, a tua voz, enfim, fazes tudo parecer tão banal que nada mais me importa.
Finjo que já não me afectas, mas a mim mesmo minto. Que estúpido. Pois nem a mim mesmo consigo enganar.
Procuro não te olhar nos olhos, pois sei que estes me irão denunciar. Mostrar que não passo de um mentiroso de ocasião à espera de ser apanhado, mas só por ti.
Quero viver uma outra história, a minha própria história, e sem a interferência de terceiros. Apenas eu e tu contra o resto do Mundo, se for caso disso.
Quero viver o meu próprio guião, e atribuir-te também um dos papéis principais, protagonista.
Quero viver a minha verdade alternativa, e fazer de ti minha heroína.
Procurei ser
Procurei ser algo que só de olhar sentisses o quanto te amo. Procurei ser o indivíduo que por mais que procurasses jamais encontrarias igual.
Procurei ser o ser mais perfeito, para que mais nada pudesses cobiçar.
Procurei ser a tua música, para que mais nada quisesses ouvir.
Procurei ser uma serpente, para que minha voz te pudesse seduzir.
Procurei ser parte de ti, para que sempre me pudesses sentir.
Procurei ser-te fiel, para que também a mim o pudesse ser.
Procurei dar-te o Mundo, para que nada mais te pudesse faltar.
Procurei dar-te meu coração, mas não podia, pois a ti já ele pertencia. Procurei dar-te a minha vida, mas já não podia, pois a ti já minha alma pertencia.
Procurei ser uma flor, uma rosa. A mais bela de todas. Aquela rosa, que de entre todas as outras te faz olhar para ela. Aquela rosa que sabes, apenas para chegar a ti foi semeada, regada e tratada. A rosa que ao desabrochar, faz esquecer todos os espinhos que a torneiam. A rosa cujo caule se mantém hirto de orgulho por a poder ostentar. Procurei não ser uma rosa qualquer, mas a tua rosa. A rosa que junto a si terá um cartão com teu nome.
Procurei ser-te tudo, pois também tu és tudo para mim.