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quarta-feira, 28 de agosto de 2013

"Embrulhada no vento"

Estou a acompanhar o pôr-do-sol. Agora acontece bem mais cedo que há umas semanas atrás, sinal de que o Verão se apronta para nos deixar, pelo menos no que diz respeito aos dias longos.
 Acompanho o momento em que Sol mergulha na água do Oceano, até desaparecer por completo, fundindo-se na água salgada e deixando tudo à sua volta num tom rosado.
 E é nesse tom rosado que mais uma vez voltaste a entrar, quando tudo mais o que resta são os vestígios da claridade deixada pelo Sol, mas que nos dão a esperança do reencontro no dia seguinte.
 Sabendo-te presente em algum lugar, sei que por esses breves instantes, por curtos que sejam, esse local ficará momentaneamente mais rico, isto até ao momento em que partes, altura em que toda essa riqueza se vai desvanecendo, esfumando-se e deixando um rasto cada vez mais ténue.
 Teu perfume vai desaparecendo e à  medida em que o vento se embrulha nele, e roubando esse aroma do espaço, também esse vento enriquecerá por alguns momentos, mas tornando-te ainda mais omnipresente, espalhando-te por todo o lado, mostrando o quão importante que és.
 Por todo o lado se espalha a necessidade de te ver, de te sentir, de te cheirar. Não é certo que voltes ali a passar, ou que o vento te volte a roubar de um qualquer espaço, mas certamente que tal como todos nós recordamos cada detalhe passado à mercê do pôr-do-sol, e a cada tom rosado, seja no céu ou no reflexo da água, atribuímos o destaque que a situação merece, também aí, onde te encontrámos , esse local passou a ser marcado como um dos preferidos, não apenas por aí te ter visto, mas por aí teres deixado a tua marca, por aí, e por mais breve que tenha sido, teres deixado esse pequeno espaço, por mais inútil que fosse, num dos principais pontos de interesse. Um espaço agora rico, ainda que apenas a meus olhos.
 Tal como o céu rosado, também consigo olhar nesse pequeno espaço e rever-te, rever cada passo que deste, como sorriste e até rever aquela estrela que surgiu no canto do teu olhando, mostrando um brilho superior a mais de 10 sóis.
 O vento embrulhou-te consigo, e com isso fez do meu horizonte o melhor de todos, e a cada momento de nostalgia, sei que ao menor sinal de aroma o irei comparar e certamente afirmar que não te conseguirá superar...
sábado, 24 de agosto de 2013

Mentalidade

Lembro-me de ainda em miúdo chegar à escola e para além de se comentar acerca do futebol também se falavam das prestações de algumas claques.
 Para quem cresceu na Margem Sul do Tejo, poder falar das "abadas" que os Super Dragões davam sobre as suas rivais era sempre mais um motivo a poder atirar à cara daqueles que defendiam outras cores, isto a par das vitórias do mágico Porto.
 Aqui em baixo a informação era muitas vezes deturpada, sendo que a comunicação social tinha um papel preponderante. Aqui em baixo a informação que passava era que se tratavam apenas de elementos sem nada para fazer senão causar distúrbios, e confesso, eu próprio cheguei a acreditar.
 Desde que comecei a acompanhar o Mágico Porto pude ver o quão deturpada que a informação era, pois os problemas referidos não eram problemas de claques, mas problemas sociais, e uma vez dentro da claque, foi considerado como um todo.
 À parte de tudo isto, no que à curva dizia respeito, bem, nada a apontar, apoio incondicional do 1º ao último minuto, grandes "tochadas", enfim, penso que só posso lamentar apenas ter ido às Antas uma única vez, e num jogo já de festa, portanto sem aquele ambiente que me habituei a ver e ouvir.
 Logo aí, inscrevi-me nos Super Dragões, estávamos em 2003.
 Como é lógico, e ainda sem pertencer a um núcleo em particular, comecei a alinhar nos jogos da minha área, não eram muitos, mas sempre dava para estar inserido no meio da claque e restantes adeptos portistas, o que até então era quase impensável. Embora cada vez fossemos mais portistas, era quase crime dizer que se adorava o clube do dragão ao peito.
 Com o tempo o grupo foi aumentando e começámos a ter aquele pessoal certo para ir aos jogos. Entretanto formaram-se os SD Margem Sul e sempre lutando em nome do FC Porto, dos Super Dragões e da nossa área, a Margem Sul do Tejo.
 Nestes 10 anos puder ver,ouvir e viver muita coisa, histórias positivas, outras negativas, sendo que há um factor comum em todas elas: UNIÃO
 Este é um grupo que não apenas no estádio, mas também cá fora sei que posso contar com eles. Fomos criticados, somos criticados, que me importa o que possam pensar de nós, certamente que não mais ou menos portistas que eu apenas por estarem mais perto, ou por lá terem nascido(há que saber diferenciar o portista do portuense). Aqui em baixo não temos as mesmas “regalias” que os nossos irmãos do norte do país, mas não é por isso que deixaremos de dar o nosso contributo, mesmo que com maiores custos e dificuldades. Para nós nada nos cai do céu, sendo portanto tudo o que conseguimos fruto do trabalho de cada um.
 Fico espantado ao ver e ouvir tipos que acabam de chegar e falam da Velha Guarda e dos velhos costumes como se falassem do onze do Porto após cada semana. Nem eu com 10 anos disto me sinto com essa moral, mas pronto, cada um sabe de si.
 Hoje em dia fala-se muito de mentalidade, que há, que não há, mas antes de tudo isto temos de reflectir no essencial. O FC Porto é o clube da moda em Portugal, como tal, e enquanto o FC Porto se mantiver nesta senda vitoriosa a que nos habituou hão-de cada vez mais surgir os chamados “para-quedistas”.
 Critica-se muito, mas sem exemplos ninguém aprende. Temos de ser nós, os mais antigos a mostrar a estes novos elementos como podem ou não ser úteis. Se não lhes dermos o exemplo, e mostrarmos como as coisas devem ser feitas, como podemos esperar que no futuro façam igual ou melhor que nós agora?
 Neste aspecto compete não apenas ao líder  mas a cada chefe de núcleo e elementos mais antigos mostrar o caminho a seguir.
 Frases feitas há muitas, mas só poderemos ser SUPERiores se formos unidos e funcionarmos como um todo.

 O díficil não é atingir um estatuto, mas mantê-lo. 

"Meu Sol"

Neste preciso momento, em que  o Sol tenta-me cegar, tentando fazer-me reparar apenas em si, apenas me faz ter pena deste.
Neste momento em que  este astro que nos ilumina me tenta aquecer, apenas posso dizer que seus esforços são em vão.
Ele brilha, mas no entanto não consegue ofuscar o teu brilho, mesmo que ausente.
Disse-lhe. Riu-se na minha cara. Respondi-lhe o que toda a gente já sabe, que apenas tu és o meu Sol, e que por mais sóis que apareçam, hão-de ser sempre ofuscados por ti.
O Sol perguntou-me então como eu fizera para resistir aos seus encantos.
Ao que lhe respondi:
-"Tentaste cegar-me, mas em vão, pois por ela já há muito que deixei de ver, mesmo que o mais belo dos astros..."
O Sol não satisfeito, disse:
-"Mas eu aqueci-te!"
Mais uma vez respondi-lhe:
-"Não Sol, tu tentaste, é certo, mas a verdade é que o calor que me reconheces vem dela, pois para tudo o mais eu estou congelado."
Cabisbaixo, o Sol pergunta-me se ao menos reparei em seu brilho.
Respondi-lhe:
-"Sim Sol, reparei", e um sorriso apareceu em seu rosto.
"Reparei em teu brilho, que foi quem me fez virar o olhar até ela, mas que deste então passou ela a ser o meu Sol, o centro do meu Universo."
És tu o meu Sol, e por mais estrelas que surjam no meu caminho, jamais conseguirão ofuscar o teu brilho e o quanto que me dizes.

domingo, 4 de agosto de 2013

"Ausente"

 Hoje vi-me perdido num barco à deriva. Se saber ao certo onde me encontrava e que tudo o mais me parecia distante, muito distante mesmo.
 Hoje senti o difícil que é sentir a tua ausência, ou o que esta poderá representar. Não é mesmo nada fácil, garanto-o.
 Soube-te a partir de hoje mais distante, mais ausente. Primeiro a incredulidade, depois, quanto a realidade começa a ganhar forma perante nossos olhos, eis que surge o murro no estômago. Começas a duvidar se realmente aconteceu. Sentes que todo o chão te desapareceu por debaixo dos pés, e que aos poucos começas a cair numa escuridão sem fim, e onde tudo é incerto.
 Não é nada fácil comentar sobre algo ou alguém que está distante, ou que simplesmente não quer aparecer.
 A minha postura continuará a ser a mesma, mostrando o quanto que me afectas, mas sempre respeitando-te e ao teu espaço. Quem sabe um dia as coisas se alterem, e o que hoje é mentira, amanhã possa ser a verdade.
 Não será fácil não encontrar teu olhar.
 Não será fácil não encontrar tua gargalhada.
 Não será fácil tua voz não ouvir.
 Não será fácil estar em locais que te sabia presente.
 Não será fácil encarar aqueles que sempre falaram mal de ti.
 Nunca disse ser fácil, e que tudo seria um mar de rosas, mas ao invés, vejo-me num mar de espinhos prestes a desbastar, sempre abrindo um caminho que por mais incerto que me pareça, também não me permite desistir, ou voltar atrás.
 Seja eu um barco à deriva, ou prestes a naufragar, sei que esta força vem de algo superior a mim, algo de que nem eu próprio acreditava, vem de uma força que nem uma vez pensei possuir.
 E aqui me encontro eu, num pequeno bote, envolto pelo imenso oceano de sentimentos que nos leva a seu belo prazer, chegando a um qualquer porto e espalhando aos quatro ventos que é a ti que procuro e que mesmo que as primeiras impressões sejam contrárias, és o porto que tentarei alcançar, mesmo com o sacrifício da própria, enfrentando marés, ventos ou pior ainda, outras pessoas...
sábado, 3 de agosto de 2013

"Tentei"

Não sei o porquê de continuar a seguir este sentimento. Não sei por que razão contínuo a dar ouvidos a um coração que tudo o que tem feito é seguir-te de forma cega.
Há muito que deixei de seguir a razão, não sei se a minha se a daqueles que me são próximos.
Sei que muitos mo dizem, que não és digna de tal sentimento, e confesso que muitas dessas vezes minha cabeça quer seguir tais intentos. Mas não dá, e acabo sempre por socumbir às vontades daquele que tudo gere. Meu coração.
Por vezes chego a dizer a mim próprio que não passa de uma mera mentira, ou mesmo um sonho,  mas basta o mais pequeno dos gestos,  mesmo o mais simples dos olhares para mostrar que são essas mesmas pessoas, ou por vezes minha própria mente que têm estado errados.
Não é possível que tal sentimento seja infundado,  e que por mais que o tente, não o consiga enfrentar.  Já o tentei,  mas não dá mais, é algo contra o qual não consigo lutar. Tentei-o.
Cruzaste meu mundo, e deste esse momento este virou-se de pernas para o ar, deixando tudo o mais sem qualquer sentido. Fazendo tudo o mais ser banal.
Procurei que me fosses indiferente, e que por mais que dissesses, te conseguisse resistir. Tentei, mas não o consegui. Por isso me agarro a este sentimento. Por tudo isso digo que vale a pena. Por tudo isso tenho a certeza que por mais que avance no sentido contrário, que é sempre na tua direcção que meu caminho seguirá...

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