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"Sem receios"
Não escrevo como que numa encomenda, simplesmente as palavras surgem-me como que por encanto.
Quase todos estes textos se dedicam a uma única pessoa. Nunca utilizei seu nome, mas também penso nem ser necessário, pois tudo o que os textos significam está patente nas palavras utilizadas, mesmo sem uma identificação.
Não sei de onde estas palavras me têm surgido, apenas sei que as fazes fluir, meus dedos não param, quase que nem preciso parar para pensar no que escrever. A forma como me inspiras não a sei explicar, e talvez por isso mesmo muitos dos textos me pareçam confusos, mesmo quando toda a gente me diz que estão muito bons.
Por vezes o meu perfeccionismo leva-me a colocar certos textos de parte, não que estejam maus, mas porque não me mostram o quanto me dizes, não me mostram a paixão.
Tal como há músicas que nos fazem lembrar de pessoas ou situações, também a mim certas junções de palavras me dão o "click" para começar a escrever.
Sou muito auto-critico em relação ao que escrevo, e se em relação a ti estou a escrever, cada pormenor tem de ser perfeito, da primeira à última palavra. Não faço por mostrar a minha escrita, mas antes o que ou quem me leva a escrever. Que quem através de minhas palavras sobe ao mais alto dos altares, aquela que terá pessoas a tentar imaginá-la, saber como sorri, saber se sabe o quanto me inspira e saber se retribui.
É isso que muitas vezes me perguntam, e embora gostasse de ser mais directo como sou em pessoa, e dizer tudo o que questionam, não o posso fazer, por amor próprio e por respeito a essa mesma pessoa
.Para ela continuarei a escrever, e enquanto me inspirar a descrever o que me percorre o corpo e a mente, estarei sempre de consciência tranquila, pois em situação alguma a expus, apenas a mim próprio minha forma de pensar e a meus sentimentos.
"A linha que separa"
Muito se tem falado, e principalmente em anúncios publicitários, que há uma linha que separa algo de algo.
A coisa coisa alongou-se e também já serve para fazer piadas. O diferenciar algo tornou- se mais comum e facil. Tudo dá para o fazer.
Pus-me a pensar, e também a mim e a ti diz respeito.
Hoje sei que há uma linha que separa a pessoa que eu era há 2 anos da pessoa que sou hoje.
Há uma linha que me mostrou até onde posso ir, que me mostrou que os limites estão para além do imaginário.
Uma linha que me fez acreditar que não existem impossíveis, que por mais íngremes que sejam as barreiras, há sempre uma forma de as superar.
Há uma linha que separa a forma como eu pensava da forma que agora penso e actuo. Não há barreira que me impeça de no mínimo expor o que me percorre a alma.
Há uma linha que desde que no meu caminho se atravessou, para sempre minha vida mudou.
És tu essa linha, a linha que separa uma vida sem significado, de uma vida de emoção, objectivo e cumplicidade.
És tu a linha que orienta minha vida, que lhe diz para onde deve seguir.
És tu a linha que pretendo seguir, não, no sentido figurado, mas paralelamente. Seguindo também a tua, a minha linha lado a lado.
"Tatuagens"
Curioso como a vida por vezes nos prega partidas. Umas vezes temos a certeza, e é exactamente o contrário. Noutras, tudo são dúvidas, que depois se convertem em certezas, entrando assim num ciclo vicioso.
Muitas vezes somos os únicos a acreditar em algo, indo contra tudo e contra todos. Teimosia? Talvez. Mas prefiro o termo "persistência".
Não sou de ir contra os meus princípios, e quando acredito em algo, luto até ao último suspiro, demore o tempo que demorar e seja onde for.
Palavras levam-nas o vento, e é por isso que ao invés de as dizer, as escrevo, como que uma tatuagem. Como que uma imagem por mim escolhida, e em minha pele gravada, sem qualquer pudor, sem qualquer receio do que possam opinar.
Enfrentarei cada consequência com sentido de responsabilidade que os meus actos e escrita desencadearam.
A palavra pode ter mais poder que uma arma, e em determinada situação, o seu uso indevido pode levar à ruína total.
Curioso que noutras ocasiões não sentia que pudesse utilizar a palavra "Amo-te", e justo agora que sinto e sei que a posso utilizar, e entrentar as consequências da mesma, também sei que dificilmente a vais ler, dificilmente verás esta "tatuagem" que apenas não tem teu nome, mas que a ti toda ela é dedicada. Artista não sou, mas por ti descrevo a mais rústica pedra como a mais bela da obras de arte.
"Sombra de mim mesmo!"
Vezes e vezes sem conta em que a primeira imagem que conto ver ao abrir os olhos é a tua.
Vezes e vezes sem conta em que é o sussurro de tua voz que espero ouvir.
Faço por tentar entender porque assim é. Tento, mas não consigo mesmo encontrar explicação. Nem a mim mesmo o consigo explicar, quanto mais a um terceiro.
As barreiras vão-se sobrepondo umas às outras, e sempre as ultrapasso, não é na vitória que alcancei que penso, mas em ti. Em como terias ficado orgulhosa, e no quanto terias vibrado ao assistir. Falo de situações hipotéticas, mas que no entanto não deixam de fazer todo o sentido.
Às vezes penso que sou como que um zombie, ou como alguém num estado extremamente hipnótico. Um corpo que se movimenta como que comandado por alguém, mas por dentro, não um vazio, mas um todo cheio só de ti. Tudo dentro de mim são imagens tuas, frases ditas, que mesmo que à primeira vista não tenham sido importantes, foram-no no desenvolver desta história. Tudo circula como que num espiral que vai tentando mostrar que é tudo muito mais que meras recordações.
Não encontro explicação para nada do que se passa, apenas que embora sem o compreender, tudo faz muito sentido, mesmo que de forma desorganizada.
Eu próprio sou de contradições, por vezes perfeccionista, noutras simplesmente desorganizado. Não gosto de ter a vida planeada como um guião, mas antes vivê-la como se o amanhã não existisse. Fizeste-me ver que isso pode também sem feito, sem no entanto descurar o dia de amanhã.
Hoje tenho sido uma sombra de mim mesmo, mas que segue no entanto a sombra que prolonga teu corpo, sem no entanto se importar com o caminho a seguir, pois a ti seguirá até ao fim do Mundo.
"Reflexo"
Criticam por criticar, e muitas das vezes sem saber o porquê. Simplesmente o fazem por fazer.
Costumo dizer que cada um de nós é nada mais que um reflexo, reflexo de toda a sua vida já passada, e será a imagem que um dia passará a ser também um dos reflexos de hoje.
Há quem fale um pouco de tudo, principalmente da vida dos outros. Aquelas pessoas cujo desporto nacional, nada mais é que falar da vida alheia. Certamente que ao ler a última frase, alguns nomes vos vieram à cabeça.
É para essas pessoas que escrevo hoje, sem qualquer pudor, sem qualquer hipótese de arrependimento, pois é o que sinto, que tudo o que possam dizer ou pensar não passará disso mesmo, nada.
Criticam a minha forma de ser e de estar, não olhando no entanto para a sua própria postura.
Eu sou o reflexo das coisas boas e das coisas más que já me aconteceram, resta-me depois, poder julgá-las e decidir se sigo o mesmo caminho ou se pelo caminho contrário.
Não sei se o caminho que sigo é o mais correcto, mas todos os acontecimentos do passado aqui me guiaram, e se entretanto entrei no caminho errado, aí sim terei de rectificar e tentar encontrar o caminho que procuro.
Sou o reflexo das minhas escolhas, e de onde elas me levam.
Não serei a marioneta que segue apenas os desígnios de uma mão qualquer.
Serei antes o homem que irá lutar no que acredita, e depois então enfrentar as consequências do que acarretou, boas ou más.
Pois é isso mesmo que somos, reflexos de toda uma vida já passada.
Sou o reflexo de ontem, e a imagem do amanhã.