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sexta-feira, 16 de novembro de 2012
"Para sempre"
Abro os olhos. Tudo à minha volta é glamour.
Estou num local bonito, uma quinta, talvez. Ouço música, suave, acompanhada de vozes angelicais.
Tento encontrar caras conhecidas, são muitas, e que ao meu olhar me acenam com a cabeça. Algumas falam para mim, mas não sei que dizem, como que se me dirigissem numa língua desconhecida.
Não percebo, pois as mãos tremem-me, e sinto-me extremamente nervoso.
Certamente um momento importante, pois eu próprio estou vestido como os outros.
Faz-se silêncio. Acaba-se o burburinho no espaço.
A música começa novamente a tocar, mas desta vez reconheço-a, a "Marcha Nupcial".
Toda a gente se volta para trás, eu faço o mesmo.
Olho, e encontro-te a ti. Sinceramente, o mais belo dos cenários que alguma vez vira.
Páras no início da carpete vermelha. É este o teu momento, onde vais ser o centro de todas as atenções, e que mais tarde toda a gente irá comentar.
Olho para ti e sinto-te também nervosa, tudo tem de ser perfeito. Como a cor branca te cai tão bem, estás lindíssima, e se fosse possível apaixonaria-me por ti novamente, aqui neste lugar.
Olhas para todo o lado, tentado ver caras, vendo se tudo está perfeito, afinal é este o teu dia.
Encontras-me, nossos olhares cruzam-se, sinto as mãos a suar, e aquele friozinho na barriga, que raio de reacção.
Começas a avançar, um passo a seguir ao outro, fazendo sempre aquela pausa da praxe entre cada passo. À medida que vais passando, as pessoas vão-te tirando fotos.
O Mundo pareceu parar à tua volta. Nada mais existe, senão a tua caminhada, o teu desfile perfeito.
Já percorreste metade da distância entre nós, fazendo aumentar minha ansiedade. Sinto que o coração me quer saltar da boca. Mantenho a postura.
Mais, e mais fotos. No início da carpete vermelha surgem os curiosos do costume, comentando o quão bonita que estás, e têm toda a razão.
Chegas a meu lado. Páras e olhas-me no olhos.Teus olhos brilham. Fico estático. Sei que agora também em mim estão a reparar, mais nervoso fico.
Baixas o olhar, e continuas a avançar. A cada passo que vais ficando mais distante e de costas voltadas para mim, eu me apercebo qual o meu papel neste enredo. Não o de uma das personagens principais, mas o de uma mera testemunha.
Chegas junto de uma figura que até então não reparara estar presente, chegas junto daquele que ocupa o lugar que sempre julguei me pertencer, pelo menos até este momento.
Quero sair daqui, deste lugar, mas meu corpo não me obedece.
Aguento até ao momento em que dizes o "Sim", momento em que sinto uma lágrima a escorrer-me o rosto.
Acabou-se.
Baixo a cabeça e retiro de meu bolso um envelope, confirmo o que nele está, um cartão com a frase:"Para sempre". Fecho-o e coloco-o na cadeira que me estava destinada.
Dou um último olhar e abandono o local, dizendo muito baixo: " Que sejas muito feliz!"
Cá fora, já mais afastado, espero pelo momento em que sais do espaço, já outra mulher, com outro nome, um outro estado.
Aguardo, e quando sais reparo que junto ao bouquet trazes o envelope, olhas em redor e encontras-me, volto costas e afasto-me...
Acordei, afinal não passou de um sonho, ou será que devo dizer pesadelo??? Uma coisa posso garantir, que nunca tenha de passar por tal situação.
Mas devo concordar com a frase no cartão, "Para sempre"
Estou num local bonito, uma quinta, talvez. Ouço música, suave, acompanhada de vozes angelicais.
Tento encontrar caras conhecidas, são muitas, e que ao meu olhar me acenam com a cabeça. Algumas falam para mim, mas não sei que dizem, como que se me dirigissem numa língua desconhecida.
Não percebo, pois as mãos tremem-me, e sinto-me extremamente nervoso.
Certamente um momento importante, pois eu próprio estou vestido como os outros.
Faz-se silêncio. Acaba-se o burburinho no espaço.
A música começa novamente a tocar, mas desta vez reconheço-a, a "Marcha Nupcial".
Toda a gente se volta para trás, eu faço o mesmo.
Olho, e encontro-te a ti. Sinceramente, o mais belo dos cenários que alguma vez vira.
Páras no início da carpete vermelha. É este o teu momento, onde vais ser o centro de todas as atenções, e que mais tarde toda a gente irá comentar.
Olho para ti e sinto-te também nervosa, tudo tem de ser perfeito. Como a cor branca te cai tão bem, estás lindíssima, e se fosse possível apaixonaria-me por ti novamente, aqui neste lugar.
Olhas para todo o lado, tentado ver caras, vendo se tudo está perfeito, afinal é este o teu dia.
Encontras-me, nossos olhares cruzam-se, sinto as mãos a suar, e aquele friozinho na barriga, que raio de reacção.
Começas a avançar, um passo a seguir ao outro, fazendo sempre aquela pausa da praxe entre cada passo. À medida que vais passando, as pessoas vão-te tirando fotos.
O Mundo pareceu parar à tua volta. Nada mais existe, senão a tua caminhada, o teu desfile perfeito.
Já percorreste metade da distância entre nós, fazendo aumentar minha ansiedade. Sinto que o coração me quer saltar da boca. Mantenho a postura.
Mais, e mais fotos. No início da carpete vermelha surgem os curiosos do costume, comentando o quão bonita que estás, e têm toda a razão.
Chegas a meu lado. Páras e olhas-me no olhos.Teus olhos brilham. Fico estático. Sei que agora também em mim estão a reparar, mais nervoso fico.
Baixas o olhar, e continuas a avançar. A cada passo que vais ficando mais distante e de costas voltadas para mim, eu me apercebo qual o meu papel neste enredo. Não o de uma das personagens principais, mas o de uma mera testemunha.
Chegas junto de uma figura que até então não reparara estar presente, chegas junto daquele que ocupa o lugar que sempre julguei me pertencer, pelo menos até este momento.
Quero sair daqui, deste lugar, mas meu corpo não me obedece.
Aguento até ao momento em que dizes o "Sim", momento em que sinto uma lágrima a escorrer-me o rosto.
Acabou-se.
Baixo a cabeça e retiro de meu bolso um envelope, confirmo o que nele está, um cartão com a frase:"Para sempre". Fecho-o e coloco-o na cadeira que me estava destinada.
Dou um último olhar e abandono o local, dizendo muito baixo: " Que sejas muito feliz!"
Cá fora, já mais afastado, espero pelo momento em que sais do espaço, já outra mulher, com outro nome, um outro estado.
Aguardo, e quando sais reparo que junto ao bouquet trazes o envelope, olhas em redor e encontras-me, volto costas e afasto-me...
Acordei, afinal não passou de um sonho, ou será que devo dizer pesadelo??? Uma coisa posso garantir, que nunca tenha de passar por tal situação.
Mas devo concordar com a frase no cartão, "Para sempre"
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2 comentários:
Muito lindo, mas muito triste :-(
Que nunca tenhamos que passar Por isto!
Beijoka Miguito
Fátima Villas Boas
Obrigado, miga. Mas este sonho/pesadelo aconteceu na realidade...
Beijokas
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