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"Livro em branco"
Tudo na vida é constituído por matéria, até o mais simples dos grãos de areia.
Seja matéria orgânica ou não, estará sempre presente, nem que seja através de um mero pensamento.
Pensei no que poderia ser, caso não estivesse no corpo que me aprisiona a alma.
Muitas coisas me vieram à cabeça, muitas mesmo, e para quem me conhece, sabem bem o quão fértil consegue ser a minha imaginação.
Pensei em animais, pensei em pessoas, em muitos objectos que pudesses possuir, e até em divindades, mas no entanto, e após muito ponderar, encontrei o objecto perfeito para reencarnar. Sim, é um objecto.
Cheguei à conclusão que poderia ser um livro em branco. O livro que andaria contigo para todo o lado, e que faria quase que parte de teu corpo.
Seria o livro em branco que contaria tua história de vida, escrita por um qualquer escritor desconhecido, mas que no entanto te saberia descrever e reportar tudo o que contigo se passava.
Em cada página me percorreria a tua essência, tornando sempre díficil o virar da página, mas criando expectativa para a página que se seguiria.
Queria ser o canto da página onde passaria com o dedo humedecido por tua boca, para facilitar o virar da página, e faria força, muita força mesmo, para que demorasses mais tempo a virar a página, para que durante mais tempo teu dedo permanecesse sobre mim.
Em mim estariam fielmente depositados teus receios, sentimentos e segredos, e protegê-los-ia como à própria vida.
Por fora, teria uma capa que não agradasse a mais ninguém, apenas a ti, para que não houvesse ninguém mais a desejar-me, apenas tu, pois a mais ninguém quero pertencer. E se por algum motivo tal acontecesse, quero que saibas que o teria feito contrariado. Preferia ser o livro em branco no fundo de um baú a cheirar a mofo, que pertencer a outro alguém que não tu...
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