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terça-feira, 16 de agosto de 2011
Portistas no sul??? Porque não???
Muita gente acha curioso o facto de eu ser Portista aqui no Sul. Será???
É certo que desde muito pequeno que houve inúmeras tentativas por parte de meus familiares e conhecidos para que pendesse para o Sporting e principalmente para o Benfica.
Não me perguntem como, mas desde que me conheço como gente que sou adepto do FC PORTO.
Não cresci com o meu pai, ferveroso benfiquista, tendo inclusivé a águia tatuada no corpo. E nas poucas vezes que o via enquanto criança, lá vinham as "surpresas" alusivas ao "glorioso". Sempre lhe disse não ser benfiquista, mas parece não ter entrado, pois de cada vez que aparecia, lá vinha mais uma tentativa.
Uma vez, penso que tinha 6 anos,perguntou-me se queria ir ao Estádio da Luz, disse-lhe que iria se fosse o jogo benfica vs FCPORTO, qualquer outro jogo não me interessava.
Da parte de meu pai, durante pelo menos 2 anos não voltou a falar de futebol comigo, após esse período, voltou á carga, mas sem qualquer efeito práctico.
Entretanto, houve alguém que me mostrou o vídeo da Final da Taça das Taças, com o intuito de me fazer mudar de clube, correu mal. Tal vídeo fez sentir ainda mais Portista, "-Perdemos, mas mereciamos ganhar!"- foi a minha resposta perante tal video. Tendo depois acrescentado:"-O próximo vamos ganhar!". Qual bola de cristal, talvez ainda não soubesse o que era sequer uma bola de futebol, mas disse-o com convicção.
Aqui em baixo, sempre foi difícil, pois em cada turma se houvesse dois ou três portistas já era bom, sendo que nas vitórias éramos sempre os benificiados e nas derrotas, motivo de chacota, durante toda uma semana.
Outro jogo que me marcou foi a final da Taça dos Clubes Campeões Europeus, disputada em Viena, Áustria, a 27 de Maio de 1987. Calhou-nos em sorte o colosso mundial Bayern de Munique. Na altura estudava na Casa Pia de Évora, na sala comum, assistia-se ao jogo em silêncio, pelo menos até ao golo de Kögl, quase toda a sala explodiu de alegria, quase, sentados no chão na fila da frente apenas cinco miúdos, eu, Celso e os restantes uns anos mais velhos.
Apenas um pensamento me veio à cabeça: "Cabrões, filhos da puta", eu pensei, mas Celso disse-o, aliás,o que nos valeu um castigo.
Fiquei revoltado, e quando o FC PORTO marcou os dois golos de rajada disse: "-Chupem filhos da puta." E isto virado para o resto da sala e de costas voltadas para a televisão. Sabia que iria ser castigado, mas soube-me tão bem. O PORTO ganhou.
Toda e qualquer vitória do FC PORTO era sempre relegada para 2º plano, e os desaires, bem quanto a esses nem sequer preciso de falar.
Sempre segui uma máxima: "Se tens telhados de vidro, não atires pedras no do vizinho!", como tal se não gosto de ser gozado também não o vou fazer. Se me vêm provocar é lógico que vão ter a resposta que não procuram...
Seguiu-se a final de Supertaça Europeia com a na altura considerada a melhor escola do futebol Mundial, o Ajax. Duas vitórias(era disputado a duas mãos), sem qualquer tipo de contestação, e onde se deu a conhecer ao futebol mundial Rui Barros.
Que se dizer então da Taça Intercontinental, conquistada contra o Peñarol, do Uruguai, perante uma Tóquio branca, de tanta neve que havia caído. Este é um Porto todo-o-terreno.
Desde então o domínio dos dragões acentuou-se, e como é lógico este repercutiu-se também aqui no sul, cada vez surgem mais adeptos, cada vez encontramos mais gente do FCP, que com toda a cagança o exibe para quem quiser ver.
Nos anos 90 a nível interno o FCP quase não não conheceu rivais á altura, tendo conseguido um feito único, o PENTA.
Algo se sempre caracterizou os jogadores e equipas do FC PORTO foi a sua mística, a forma como defendiam as cores do clube, uma garra sem igual, que ao mesmo tempo aproximava mais os jogadores dos adeptos. Isto em todas as modalidades.
Em 2002/2003 mais um ano fantástico, com José Mourinho ao comando, a equipa conquistou todas as provas em disputa, incluindo a Taça UEFA, esta contra o Celtic Glasgow. A assistência pêndia mais para o lado escocês, tendo no entanto existido uma forte presença portista em Sevilha.
É díficil dizer quantos somos aqui em baixo, somos muitos, e a primeira vez em que tive essa noção, foi após o empate em Manchester, e passagem aos quartos de final da Champions. Os cafés estavam cheios, só o meu grupo tinha 9 pessoas, eu já não tinha unhas, após o golo do Manchester apenas uma ou duas pessoas se pronunciaram. Tudo o resto em silêncio.
Quando Costinha, aos 89 minutos faz com sucesso a recarga ao remate de Benny Mcarthy, foi uma loucura, cadeiras e mesas pelo ar. Um autêntico delírio.
Após este jogo, as ruas estavam cobertas de azul e branco, parecia que se tinha acabado de ganhar uma final, carros de um lado para o outro, a buzinar, bandeiras ao vento, enfim, muita alegria.
Entretanto chegou a final de Gelsenkirshen, e agora com um estádio mais dividido, franceses e portugueses deram o colorido á festa, esta voltou a ser portuguesa, do PORTO. 3-0 sobre o Mónaco.
Para quem não foi á Alemanha, o Estádio do Dragão era o próximo destino.
Carros atestados, cachecóis pendurados, e apenas uma pequena paragem na Mealhada, o Porto espera por nós.
Uma festa imensa esperava a equipa, e quando Vítor Baía aparece com a taça, bem, foi um delírio.
São momentos como estes que nos tornam únicos.
Desde então, o FCP já foi Tetra-campeão, e no último ano, simplesmente perfeito, onde apenas nã se venceu a taça da "carica".
Felizmente, nos últimos anos tenho conseguido acompanhar mais o meu clube do coração, seja em Portugal ou no estrangeiro. Amigos dizem que sou maluco, e que não faz sentido.
Não quero com isto dizer que sou mais Portista que alguém, mas afirmo que ser Portista aqui no sul é muito mais díficil que lá em cima.
Gosto de pensar que é como uma relação á distância, eu dou o meu amor e apoio, e o FCP dá-me das maiores alegrias que se pode ter.
Ás vezes perguntam-me se gostaria de viver no Porto, talvez, mas assim perderia toda a piada, e se retirares as dificuldades que tens de superar perdes o sentido e tudo se torna banal.
Somos muitos, somos cada vez mais, e cada vez mais fortes. Se eles são 6 milhões, deixem-nos ser, um dia o número irá mudar, e nós, aqui no sul cá estaremos para ser os primeiros a dizer e relembrar que o tempo deles já passou.
Se daqui saíssemos quem gozaria com os lampiões???
É certo que desde muito pequeno que houve inúmeras tentativas por parte de meus familiares e conhecidos para que pendesse para o Sporting e principalmente para o Benfica.
Não me perguntem como, mas desde que me conheço como gente que sou adepto do FC PORTO.
Não cresci com o meu pai, ferveroso benfiquista, tendo inclusivé a águia tatuada no corpo. E nas poucas vezes que o via enquanto criança, lá vinham as "surpresas" alusivas ao "glorioso". Sempre lhe disse não ser benfiquista, mas parece não ter entrado, pois de cada vez que aparecia, lá vinha mais uma tentativa.
Uma vez, penso que tinha 6 anos,perguntou-me se queria ir ao Estádio da Luz, disse-lhe que iria se fosse o jogo benfica vs FCPORTO, qualquer outro jogo não me interessava.
Da parte de meu pai, durante pelo menos 2 anos não voltou a falar de futebol comigo, após esse período, voltou á carga, mas sem qualquer efeito práctico.
Entretanto, houve alguém que me mostrou o vídeo da Final da Taça das Taças, com o intuito de me fazer mudar de clube, correu mal. Tal vídeo fez sentir ainda mais Portista, "-Perdemos, mas mereciamos ganhar!"- foi a minha resposta perante tal video. Tendo depois acrescentado:"-O próximo vamos ganhar!". Qual bola de cristal, talvez ainda não soubesse o que era sequer uma bola de futebol, mas disse-o com convicção.
Aqui em baixo, sempre foi difícil, pois em cada turma se houvesse dois ou três portistas já era bom, sendo que nas vitórias éramos sempre os benificiados e nas derrotas, motivo de chacota, durante toda uma semana.
Outro jogo que me marcou foi a final da Taça dos Clubes Campeões Europeus, disputada em Viena, Áustria, a 27 de Maio de 1987. Calhou-nos em sorte o colosso mundial Bayern de Munique. Na altura estudava na Casa Pia de Évora, na sala comum, assistia-se ao jogo em silêncio, pelo menos até ao golo de Kögl, quase toda a sala explodiu de alegria, quase, sentados no chão na fila da frente apenas cinco miúdos, eu, Celso e os restantes uns anos mais velhos.
Apenas um pensamento me veio à cabeça: "Cabrões, filhos da puta", eu pensei, mas Celso disse-o, aliás,o que nos valeu um castigo.
Fiquei revoltado, e quando o FC PORTO marcou os dois golos de rajada disse: "-Chupem filhos da puta." E isto virado para o resto da sala e de costas voltadas para a televisão. Sabia que iria ser castigado, mas soube-me tão bem. O PORTO ganhou.
Toda e qualquer vitória do FC PORTO era sempre relegada para 2º plano, e os desaires, bem quanto a esses nem sequer preciso de falar.
Sempre segui uma máxima: "Se tens telhados de vidro, não atires pedras no do vizinho!", como tal se não gosto de ser gozado também não o vou fazer. Se me vêm provocar é lógico que vão ter a resposta que não procuram...
Seguiu-se a final de Supertaça Europeia com a na altura considerada a melhor escola do futebol Mundial, o Ajax. Duas vitórias(era disputado a duas mãos), sem qualquer tipo de contestação, e onde se deu a conhecer ao futebol mundial Rui Barros.
Que se dizer então da Taça Intercontinental, conquistada contra o Peñarol, do Uruguai, perante uma Tóquio branca, de tanta neve que havia caído. Este é um Porto todo-o-terreno.
Desde então o domínio dos dragões acentuou-se, e como é lógico este repercutiu-se também aqui no sul, cada vez surgem mais adeptos, cada vez encontramos mais gente do FCP, que com toda a cagança o exibe para quem quiser ver.
Nos anos 90 a nível interno o FCP quase não não conheceu rivais á altura, tendo conseguido um feito único, o PENTA.
Algo se sempre caracterizou os jogadores e equipas do FC PORTO foi a sua mística, a forma como defendiam as cores do clube, uma garra sem igual, que ao mesmo tempo aproximava mais os jogadores dos adeptos. Isto em todas as modalidades.
Em 2002/2003 mais um ano fantástico, com José Mourinho ao comando, a equipa conquistou todas as provas em disputa, incluindo a Taça UEFA, esta contra o Celtic Glasgow. A assistência pêndia mais para o lado escocês, tendo no entanto existido uma forte presença portista em Sevilha.
É díficil dizer quantos somos aqui em baixo, somos muitos, e a primeira vez em que tive essa noção, foi após o empate em Manchester, e passagem aos quartos de final da Champions. Os cafés estavam cheios, só o meu grupo tinha 9 pessoas, eu já não tinha unhas, após o golo do Manchester apenas uma ou duas pessoas se pronunciaram. Tudo o resto em silêncio.
Quando Costinha, aos 89 minutos faz com sucesso a recarga ao remate de Benny Mcarthy, foi uma loucura, cadeiras e mesas pelo ar. Um autêntico delírio.
Após este jogo, as ruas estavam cobertas de azul e branco, parecia que se tinha acabado de ganhar uma final, carros de um lado para o outro, a buzinar, bandeiras ao vento, enfim, muita alegria.
Entretanto chegou a final de Gelsenkirshen, e agora com um estádio mais dividido, franceses e portugueses deram o colorido á festa, esta voltou a ser portuguesa, do PORTO. 3-0 sobre o Mónaco.
Para quem não foi á Alemanha, o Estádio do Dragão era o próximo destino.
Carros atestados, cachecóis pendurados, e apenas uma pequena paragem na Mealhada, o Porto espera por nós.
Uma festa imensa esperava a equipa, e quando Vítor Baía aparece com a taça, bem, foi um delírio.
São momentos como estes que nos tornam únicos.
Desde então, o FCP já foi Tetra-campeão, e no último ano, simplesmente perfeito, onde apenas nã se venceu a taça da "carica".
Felizmente, nos últimos anos tenho conseguido acompanhar mais o meu clube do coração, seja em Portugal ou no estrangeiro. Amigos dizem que sou maluco, e que não faz sentido.
Não quero com isto dizer que sou mais Portista que alguém, mas afirmo que ser Portista aqui no sul é muito mais díficil que lá em cima.
Gosto de pensar que é como uma relação á distância, eu dou o meu amor e apoio, e o FCP dá-me das maiores alegrias que se pode ter.
Ás vezes perguntam-me se gostaria de viver no Porto, talvez, mas assim perderia toda a piada, e se retirares as dificuldades que tens de superar perdes o sentido e tudo se torna banal.
Somos muitos, somos cada vez mais, e cada vez mais fortes. Se eles são 6 milhões, deixem-nos ser, um dia o número irá mudar, e nós, aqui no sul cá estaremos para ser os primeiros a dizer e relembrar que o tempo deles já passou.
Se daqui saíssemos quem gozaria com os lampiões???
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