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sábado, 9 de maio de 2015
30 dias
30 dias.
Há 30 dias dias que começou esta tormenta.
Assim como a tempestade que surge do nada, também esta tormenta veio para tornar negros os meus dias.
Foi sem aviso. Pode-se dizer que se estavam a passar aqueles dias de sol de Primavera, mas de repente, e sem qualquer tipo de aviso, sem que nada o pudesse prever, o ar tornou-se mais pesado e sombrio.
Momentos antes todos os sonhos do mundo eram partilhados. Tudo fazia sentido. Nada mais existia à nossa volta.
Tudo se alterou.
O coração deixou de bater.
A boca deixou de sorrir.
Os olhos de brilhar.
O chão foi-me retirado debaixo dos pés, e tenho desde então caído neste precipício sem vim à vista.
Não percebo os porquês. Aliás, ninguém os percebe, nem mesmo tu, acredito. Apenas porque sim...
Como uma qualquer desintoxicação, 30 dias poderiam ter o efeito de fazer libertar meu corpo da necessidade de te ver, de te abraçar, de te beijar. Não tem funcionado.
Dia após dia a tortura é cada vez maior. Continuas a fugir dos dois. Continuas a fugir de ti.
O telemóvel já não toca toca como antes, não me mostra o teu rosto no visor, aquele bater forte do coração rápido se desvanece ao ver que não és tu. Desejo nem responder.
Nada do que antes não parava de fazer me dá prazer, são coisas que apenas ali estão, sem qualquer tipo de interesse, e apenas porque sim.
Passado este tempo, onde quer que vá continuo a sentir-me sozinho, isolado, mesmo que no mais populoso dos locais. Tudo me lembra de ti, de nós.
Nunca pensei passar por algo do género, só sei que não o desejo a ninguém, nem ao pior dos inimigos. Esta é uma dor que mói mas que não se afasta. É uma dor que se entranha no corpo e na alma, e que ali permanece a massacrar a cada dia que passa, a cada hora, a cada segundo.
Embora distante, e com tudo o que se tem passado, ainda é por ti que este coração quer bater, e agora, ainda sangrando, ele não me pede para desistir, ele pede-me que me acalme pois tudo se vai resolver, que a sua outra metade também ainda bate por si.
30 dias já se passaram, e no entanto este é um relógio que teima em não parar, já tentei, mas não pára.
Há 30 dias dias que começou esta tormenta.
Assim como a tempestade que surge do nada, também esta tormenta veio para tornar negros os meus dias.
Foi sem aviso. Pode-se dizer que se estavam a passar aqueles dias de sol de Primavera, mas de repente, e sem qualquer tipo de aviso, sem que nada o pudesse prever, o ar tornou-se mais pesado e sombrio.
Momentos antes todos os sonhos do mundo eram partilhados. Tudo fazia sentido. Nada mais existia à nossa volta.
Tudo se alterou.
O coração deixou de bater.
A boca deixou de sorrir.
Os olhos de brilhar.
O chão foi-me retirado debaixo dos pés, e tenho desde então caído neste precipício sem vim à vista.
Não percebo os porquês. Aliás, ninguém os percebe, nem mesmo tu, acredito. Apenas porque sim...
Como uma qualquer desintoxicação, 30 dias poderiam ter o efeito de fazer libertar meu corpo da necessidade de te ver, de te abraçar, de te beijar. Não tem funcionado.
Dia após dia a tortura é cada vez maior. Continuas a fugir dos dois. Continuas a fugir de ti.
O telemóvel já não toca toca como antes, não me mostra o teu rosto no visor, aquele bater forte do coração rápido se desvanece ao ver que não és tu. Desejo nem responder.
Nada do que antes não parava de fazer me dá prazer, são coisas que apenas ali estão, sem qualquer tipo de interesse, e apenas porque sim.
Passado este tempo, onde quer que vá continuo a sentir-me sozinho, isolado, mesmo que no mais populoso dos locais. Tudo me lembra de ti, de nós.
Nunca pensei passar por algo do género, só sei que não o desejo a ninguém, nem ao pior dos inimigos. Esta é uma dor que mói mas que não se afasta. É uma dor que se entranha no corpo e na alma, e que ali permanece a massacrar a cada dia que passa, a cada hora, a cada segundo.
Embora distante, e com tudo o que se tem passado, ainda é por ti que este coração quer bater, e agora, ainda sangrando, ele não me pede para desistir, ele pede-me que me acalme pois tudo se vai resolver, que a sua outra metade também ainda bate por si.
30 dias já se passaram, e no entanto este é um relógio que teima em não parar, já tentei, mas não pára.
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